V de vitória, verdade, vida e vacina (João Dória Jr.)

O governador de São Paulo, João Dória Jr. (PSDB), acompanha a aplicação da primeira pessoa a ser vacinada no estado de São Paulo, no Hospital Emílio Ribas, onde ela se cadastrou para trabalhar como enfermeira em voluntária, no início da pandemia: mulher, negra e profissional de saúde, Monica Calazan, 54 anos, você me representa!!!

Por MARISA SEVILHA RODRIGUES

V de vitória, vacina , verdade e vida”. João Dória Jr. Eu trabalhei com ele, tudo que sei sobre marketing aprendi com ele, na prática, não aprovava o exagero, a espuma que muitas vezes ele fazia, e nos distanciamos pela vida afora. Agora, eu volto aqui, prá dizer que estou muiiiiiiiiiiiito, mas muiiiiiiiito orgulhosa mesmo de ter escrito os seus primeiros roteiros para os seus programas de TV, porquê, sem saber, eu ajudei o homem que se dedicaria obstinadamente à descoberta da Coronavac, à parceria com a China para trazê-la o mais rápido possível para o Brasil,e, sem um único centavo da União, com total descaso do presidente Bolsonaro, não descansaria um único dia enquanto não pudesse começar a vacinar o povo brasileiro, começando pelos paulistanos. Sem jamais imaginar que teria que enfrentar uma batalha histórica como essa, de negação total da doença e da própria vacina, pelos seus detratores, Dória reconquistou o meu respeito, a minha admiração, desde o primeiro dia que o vi diante das câmeras, de máscara, reunindo a imprensa diariamente, e se posicionando à frente de todas as estratégias de combate ao espalhamento do vírus, incluindo o lockdown na principal cidade e economia do País, enquanto não houvesse vacina, a fim de preservar VIDAS. Enquanto isso, Bolsonaro desdenhava dele, do próprio vírus, dizia que não passava de uma gripezinha, que não era coveiro, que todos teríamos que morrer um dia mesmo, e receitava cloroquina até para as emas do seu/nosso quintal, pois é o passageiro habitante do Palácio da Alvorada. Ainda que Dória tenha pretensões políticas, desejando candidatar-se à presidencia da República, ele foi discreto, não usou o seu marketing de guerrilha (que ele sabe muito bem fazer), aproveitando-se da tragédia que acontecia nos hospitais e favelas da capital paulista do e do Estado, para se promover…o que eu jamais aprovaria. Mas para meu espanto!!!!só o vi trabalhando incansavelmente em todas as frentes para conter o avanço do vírus, enquanto o seu opositor não usava máscara, se atirava em contatos públicos com a multidão, em plena pandemia, contribuindo para lançar dúvidas e desorientar a população quanto aos procedimentos corretos. A história reserva um lugar de honra para os homens honrados e para o lixo da história são destinados aqueles que zombam dela. É o que pudemos assistir nesses meses terríveis de desespero, isolamento, pânico e a mortalidade de mais de 200 mil brasileiros: Dória, passa para a história do País como o homem que tudo fêz para termos o direito a vacina, como mais de 50 países ao redor do mundo, já tem a sua, e Bolsonaro, o desdenhoso, também passa para a história: mas debatendo-se de cabeça, para baixo, com as pernas para o ar, devidamente com ela enterrada na lata de lixo onde ele mesmo se enfiou, para todo o sempre.

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